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À Sexagenária Carta
Maria Luiza Bonini


Das luzes que se acenderam
A esperança clareou o horizonte
Pelos que morreriam ou já morreram
Estipar-se-ia o frio, a sede, a fome

A todo ser vivente, uma morada existiria
Sem nenhuma utopia
Era o marco de um novo tempo
Num mundo em que a justiça imperaria

O direito de viver enfim, constituído
Numa Suprema Carta
Por homens de boa vontade, foi escrita

Sexagenária amiga, sei que espreitas
Quanta decepção, quanta desdita
O homem, ainda assim, te desrespeita


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São Paulo/Brasil

"Participação na Ciranda de Ecos da Poesia por ocasião das comemorações dos 60 anos em que foi assinada a Carta dos Direitos Internacionais da Pessoa Humana"

10.12.48 - 10.12.08

 

 

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