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Volúvel poeta,
de ti não sou nem serei a predileta.
Diante de tua viril figura,
despejando em minha tela,
tanto amor , tanta ternura,
perdi-me em devaneios...

Imaginei que fosse a mim que o amor,
com tanto ardor,
oferecias

Ao retornar, com meu poema,
deparei - me com essa cena,
da qual, até de mim eu senti pena.

Não era para mim que escrevias...
Para outra amada
- a ela te dirigias

Seu diálogo convincente,
fez-me sentir intrusa-amante
Aquela que do amor é preterida.

Senti ciúmes e pranteei...
Pela dor da desilusão, calei
Os versos que havia escrito, apaguei.
Silente, abdiquei de um sentimento
que seria só tormento.

Desliguei o amor ...
Morava em meu peito
ou em meu computador?

Amor virtual...
Será que na vida terei outro igual?

Maria Luiza Bonini
Abril, 2008

 

 

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