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Ela se compraz e se deleita
Percebe no homem um agir incoerente
Ardilosa permanece na espreita
Ciente de que seu poder é onipotente

Na ganância avara e sem limites
No egoísmo e egocentrismo ultrajantes
Ela imposta sua efígie diante de pálidas cenas tristes
Como se já fora irreversível vitoriosa petulante

É da fome que surge a guerra e o desespero
Na luta da mãe, ao tentar salvar da fome, o seu rebento
Num mundo em que anônimos heróis,

sobrevivem a um dantesco inferno

Irmãos miseráveis esquecidos e sem alento
Desesperança desumana que se faz eterna
Fome que se faz surda para não ouvir nossos lamentos


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SP .02.01.09
Maria Luiza Bonini

 

 

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