.

.

 

 

 


Estou na vida para defender a vida
Não importa como... se terei ou não guarida
Meu filho ao peito, outro na barriga
É assim que defendo a vida

Comigo não há complacência
Enquanto os homens defendem a sua decência
Pelo hediodo crime de roubar um pão
Serei condenada... sem nenhum perdão

Minha vitória está na labuta
Rotina diária, vivo pelas ruas
Chamam-me de puta

Quando em meu seio aleito
o filho do homem rico, poderoso...um banqueiro
Alimento o poder da vida

Meu filho amado,
de um trabalho impuro resultado
pela natureza foi chamado

Quem sou eu para lhe negar
O amor que a mim a vida tem negado?
Continuo, sem cessar...
ao meu menino renegado,
em meu seio a alimentar

Essa imagem que a ti passo
poeta, pintor, artista plástico
É a imagem da vida, nua e crua
De uma mulher criança,
que vive só, perdida, pelas ruas


Maria Luiza Bonini
SP. agosto, 2008

 

 

Envie este site para alguém especial


 

<< voltar >>