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ALFORRIA
Maria Luiza
Bonini
És prisioneiro
de ti mesmo
Perceba que a
masmorra não é
de ferro
Foi construída
em volátil
etéreo
Evapora ao menor
contágio
Com o calor da
paixão, que te
faz tão frágil
Reversível pena,
em um só
segundo, apenas
Diga à intrusa
visão que o
reclusa
Da paixão que te
espera e que é
tão bela
Diga dos
devaneios que a
tua mente
presenteia
Do
deslumbramento
quando te
imaginas
A vivenciar tua
paixão
Sem mais amarras
Sem temor e sem
rancor do que
deixaras
Entrega tua
carta de
alforria
Que a torne
pública!
Pois nada mais é
empecilho
Para que vivas,
intensamente,
Teu tão sonhado
idílio
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SP. 10.03.08
 
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