.

.

 

 


A INTERESSEIRA
Sá de Freitas
& Maria Luiza Bonini

Quantas vezes te vi e não me viste;
Poemas tantos te escrevi, não leste;
Quantos suspiros meus, de amor, ouviste;
Quantas promessas fiz e tu não creste.

Quantas vezes me viste e não te vi
Poemas, tantos, eu li e não escrevi
Quantos suspiros teus, de amor, ouvi
Quantas promessas fizeste e nelas cri

Quantos beijos te dei, não os sentiste;
Quanto te amei e tu não compreendeste;
Quando parti chorando tu sorriste,
Nem o aceno de adeus me respondeste.

Quanto senti de beijos que me deste
Quanto tentei compreender por que não me amaste
Quanto sorri enquanto minh alma, em vão, chorasse
Respondendo a despedidas, que não acenaste

Mas lentamente o tempo foi passando
Com esperança e fé eu fui lutando
E tudo o que eu sonhei fui conseguindo.

Mas o passar do tempo se tornou infame
Na desesperança, tornei-me leviana
Nada consegui realizar dos sonhos

Quando soubeste vieste sagazmente
Me procurar, mas eu indiferente
Virei-lhe as costas e me afastei sorrindo.

Jamais adentrei teu céu, por novamente
Insana procura, abalou a minha mente
Na loucura do vazio, ri de tudo, ao final, demente...

 

 

 

Envie este site para alguém especial


 

<< voltar >>