O VOO A DEUS, NUM BREVE ADEUS

 

Maria Luiza Bonini
 

 

Nesta manhã de frio invernal
A poesia sentiu-se tão só
As letras se confundiam em nós
Estagnadas, assistiram o voo imortal

Nesta manhã em que o sol se escondeu
Foi tão difícil compreender essa partida
Em que o mundo da poesia se perdeu
Questionando os caminhos por onde anda a vida

Nesta manhã os pássaros calaram seu chilrear
As rosas, em pequenas gotas de orvalho, choraram
O Rio Preto e São José, em tarja luto, se postaram

Nesta manhã ela se foi para o seu eterno morar
Num voo a Deus, num breve adeus
Deixando saudades dos nobres aos plebeus
 


SP. 24.07.09
22:08 h.

 

 

 

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