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RÉU CONFESSO
(Homenagem a
Pablo Neruda)
por Maria Luiza
Bonini
És de um viver
intenso, réu
confesso
Por teus ideais
e amores
conflitantes
De corpo e alma
te fizeste
amante
Coerentes sonhos
por ti possessos
Fez de ti um dos
mais nobres
defensores
Dos direitos do
homem em
igualdade
N' uma árdua
luta para
demover a
sociedade
Das cruéis
injustiças e
seus horrores
És o exemplo de
que a arma do
poeta
É sua pena, a
bradar ao mundo,
incessante
De forma tão
singela, a
semente
germinante
Em tua luta
desigual,
entregaste o
sagrado
N'um derradeiro
ato altruísta, à
mãe da natureza
Doando a tua
valiosa vida,
pr'a morrer, só
de tristeza
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São Paulo/Brasil
 
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