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Maria Luiza
Bonini
Sinto meus olhos
marejando, a
cada instante
Relembrando
nossos eternos
bons momentos
Pensando no
adeus, que se
fez tão
relutante
E meu corpo, a
esmorecer por
tais tormentos
Sinto um
estranho gelar
de minhas
entranhas
Arrepios de um
supremo e
descompassado
pulsar
Misto d' uma
terna dor e d'
um prazer
tamanho
Enlouquecendo-me,
n' um
incontrolado
rir-chorar
Sinto a brisa do
mar a chegar lá
na montanha
E o azul do céu
a anilar nossos
caminhos
Como u' a mágica
troca de ternos
carinhos
Sinto a água
borbulhando em
nuvens brancas
Gestando o puro
alimento para o
renascer da flor
Revelando com
seu aroma_ é
tudo_
simplesmente,
amor...
São Paulo,
30.05.2010
 
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