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Ai de Mim !
José Geraldo
Martinez
Ai de mim com
tantos ais,
vivendo assim
temporais...
Que eu não mude
tão rapidamente,
como a tarde no
poente!
Terei longa
noite à
frente...
Lembranças que
se levantarão
dormentes,
Carrascos das
minhas horas.
Ai de mim, se
não mudar
agora...
Antes do
entardecer!
Irei chorar a
dor de nada ter.
O coração vazio!
Senão estes
ais...
Ai de mim com
tanto frio...
Ai de mim tão
aflito,
que não solta
nenhum grito de
socorro
e escuta ao
menos um eco no
silêncio!
Ai de mim, se
não levar o
vento
aos ouvidos da
minha amada...
Terei longa
noite pela
frente.
Alma rasgada,
o pranto dos
perdidos.
Ai de mim, com
tantos ais!
Um sequer
vencido.
Que não me mude
tão
rapidamente...
Limpando de vez
a mente,
antes da tarde
finda!
Morrerei de
só...
Com meus ais,
ainda!

Ai de Ti !
Maria Luiza
Bonini
A noite é
chegada
Junto a solidão
Dor angustiada
Ais em um só tom
Ao poeta sem
amada
Resta a
inspiração
Sempre louvada
Em momentos de
aflição
Estar aí, quem
dera
entrelaçaria
contigo um poema
Acabaria a longa
espera...
Clamaria este
tolo sentimento
Sem razão... (é
só quimera).
Sentiria o amor,
por um momento
 
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