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DE REPENTE...
Carmo
Vasconcelos
De repente,
mergulhada em
bruma
lama sem rumo
caída na vereda
da ausência
Em rajada de mau
vento
meus sonhos
amputados
meu sangue
coalhado
na voragem
absoluta
Na mente
um turbilhão, a
dúvida
irresoluta
Farsa, comédia,
drama,
revolta, dor,
ressentimento?…
E o ódio
enrubescendo em
chama!
Porém...
Nos olhos vazios
de espanto
choro de criança
era o meu
pranto!
Para além do
entendimento
de repente...
amada
de repente... o
nada
De repente… de
repente!
***
Lisboa-Portugal
 
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