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Quando o Poeta
Silencia...
Vera Mussi
Quando o poeta
silencia,
Algo acontece em
sua
Vã fantasia...
Por um instante,
Deixa de ser
amante!
Adota nova
filosofia...
Busca a razão de
seus desejos
Já sem rumo nem
direção
Em resumo...
Abandona seu
coração!
Não sei por que,
não consegue
tirar de sua
existência
algo que grita
em sua
essência...
Desvairada pela
emoção,
Se agita!
Agora muda!
Vida já vivida
em outra
dimensão...
O atleta do amor
Busca a razão
Estuda!
Já sem rancor
É fiel e
experiente
É sedutor
De corações
carentes...
Sonhador de alma
cigana...
Engana!
O amor de um
poeta
É perfume
inebriante
Apenas por um
instante
Às vezes tão
amante...
Inventa!
Uma vez mais
Sem desejos,
Jamais
experimenta a
hora
Do amor
verdadeiro, e...
Chora!
Por derradeiro
entrega a alma
ao universo
inteiro!
Restam falsos
anseios
por um amor
passageiro...
Em rimas obtusas
se confessa...
- Refém das
musas, de
ninguém mais!
Promessas,
promessas...
Haja lágrimas.
De quem?
Também
esquece...
Por todo o mundo
Seu amor fenece
Em abismo
profundo...
Será esquecido
também.
Todo o seu
egoísmo
Morrerá mil
vezes mais
Aquém de nós...
Resta pois seu
narcisismo,
O seu destino
selado
No silêncio de
sua voz...
Vera Mussi
05.06.2008
 
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