ERA UMA VEZ
Maria Luiza Bonini

 


Era uma vez,
alguém que ambicionava ser poeta

Lápis e papel na mão
e, nada de inspiração

Frustrou-se, a criatura,
por sentir-se impura

Desta experiência,
surge a vã inconseqüência

Sem alguma sapiência
e com um tanto de demência

Tem a idéia torpe de usurpar
Sem critérios e nem pensar

Pôs seu vil e doloso plano em execução
Observou detalhes, com máscara e luvas nas mãos

Seqüestrado, o belo poema...
Subscrito um nome, sem escrúpulos e sem pena

"Mãe desesperada, ao seu filho roubado, procura"
Incessante desespero a leva à beira da loucura

Perder um filho é dor que desconhece
Aquele que se apossa dos direitos aos quais não reconhece

Filho perdido por esse mundo afora
Mãe poesia até hoje chora

Era uma vez um poema, um conto e um escrito
Passaram a ser assinados por Inescrúpulo Ilícito

Maria Luiza Bonini
São Paulo - SP
05.07.08

 

 

 

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